Tribos

25 06 2007

Antes da sua morte, Jacob, de entre os seus filhos e netos – filhos de José – escolheu os chefes de cada uma das doze tribos que constituíram o Povo de Israel. Dessas doze, subsistiram três delas, que assumindo uma divisão comunitária, vieram a dar origem ao Povo judeu.

Na imaginação popular, as tribos reflectem uma forma de vida que é anterior, e mais natural, que os estados modernos. As tribos privilegiam laços sociais primordiais, estão claramente ligados, são homogéneos, paroquiais, e estáveis. Assim, muitos acreditam que as tribos organizam ligações entre famílias (incluindo clãs e linhagens), e providenciam-lhes uma base social e ideológica.” (in Wikipedia)

A tribo é uma forma muito própria de criar comunidade. Cada um adere a ela como uma opção de vida… independentemente do caminho, do lugar, do trabalho que o espera. É uma adesão que visa primordialmente a unidade daqueles que a constituem e assim, dando continuidade também a um sentido de descendência que lhes precede. É uma espécie de unidade com horizontes largos, porque construindo, todos, comunidade nas suas tribos, estamos a contribuir para que essa unidade e essa descendência entre tribos se mantenha preservada.

Viver em tribo é mais um desafio que nos é lançado… é ousar descobrir mais do que é ser pessoa, ser escuteiro, e viver essa promessa comunitariamente.





Comunidade

18 06 2007

“Comunidade pode ser entendida como um conjunto de seres vivos inter-relacionados que habita um mesmo lugar.” (Wikipedia)

Quando esta inter-relação toca em pontos que são comuns entre uns e outros poderíamos ir mais além nesta definição. É característico de muitos animais viverem em comunidade e evoluírem em função desse relacionamento que estabelecem e que se preserva ao longo do tempo.Comunidade

O que nos pode distinguir, enquanto seres humanos, mas também membros desta família que é o escutismo, é o de termos consciência de como esta inter-relação promove um crescimento assumido, intencional,…

Afinal, desde muito cedo, esta necessidade de viver em comunidade e de encontrar pontos comuns naqueles que as compunham, foi procurada e mesmo, como que, institucionalizada, no que hoje conhecemos por povos… cidades… culturas… Quando atribuímos a alguém a paternidade de um reinício ou de uma viragem positiva na história dos homens, fazemo-lo neste sentido de reconhecer nele a génese de uma ‘nova’ comunidade.

Também nós, caminheiros, descobrimos ao longo da nossa caminhada que, viver em comunidade, é algo que nos torna mais próximos uns dos outros… mesmo quando vimos de sítios bem distantes… Uma comunidade não é apenas restrita a um espaço físico limitado. Pode ser muito mais do que isso… existem outros ‘mundos’ onde o sentido de comunidade se pode desenvolver e tornar-nos próximos, vizinhos, irmãos – mesmo -… uns dos outros.

As comunidades são pontos de partida essenciais para aprendermos a desenvolver as nossas capacidades, para descobrirmos quem nós somos. Mas também, pontos de chegada, onde reconhecemos que só dispondo a nossa vida em comum(nidade) ela adquire o seu verdadeiro sentido.